Existimos para glorificar a Deus

Texto: I Pedro 2:11,12 e 4:11



Introdução

Quando Deus criou o homem, tinha como propósito que ele O glorificasse na terra para depois estar para sempre no céu. Uma das tarefas mais sublimes dos anjos é glorificar a Deus e clamavam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos; toda a terra está cheia de sua glória” Isaias 6:3. No Novo Testamento encontramos o resumo da vida de Jesus Cristo, em João 17:4 lemos “Eu te glorifiquei na terra”. Da mesma forma, nossa ocupação por toda eternidade, como remidos do Senhor, será a exaltação de nosso Senhor e redentor. “Ao que está assentado no trono e ao cordeiro sejam dados ações de graça e honra e glória e poder para todo o sempre” Apocalipse 5:13. Ao estudarmos o plano de redenção, aprendemos que a queda do homem trouxe desonra para Deus, mas Cristo veio para restaurar a glória do Pai. Agora regenerados, cada crente tem um objetivo na vida, tem uma tarefa a desempenhar: “Proclamar a glória daquele que das trevas nos chamou para a sua maravilhosa luz” I Pedro 2:9. Portanto, estamos no mundo para glorificar a Deus. É fácil conhecer um crente espiritual! Pois o crente carnal é aquele cujo centro de sua vida é o seu EGO; pensa apenas em seus próprios interesses, só se preocupa com suas vantagens, sua posição, seu engrandecimento pessoal; ao passo que, o crente espiritual, visa a glorificação do Senhor Jesus em sua vida; está sempre preocupado com a causa, com a Igreja, com o reino e pode afirmar como João Batista “É necessário que Ele cresça e que eu diminua”. Nossa preocupação, nosso cuidado de sempre deveria ser: Estou glorificando ao Senhor? E a Bíblia mostra algumas maneiras pelas quais podemos glorificar a Deus:

I- PELA NOSSA CONDUTA IRREPREENSÍVEL


Em Mateus 5:16 o Senhor apresenta a regra áurea da vida cristã: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está no céu”. Tudo em nossa vida deve visar a glorificação de Deus; quando isso não acontece, estamos falhando em nossa meta. Quando não glorificamos a Deus em nossa conduta, pecamos! As pessoas precisam olhar para nós e dizer: Verdadeiramente ele é um crente! E quando isso acontece o nome de Deus estará sendo glorificado. Mas quando alguém olha para nós e não pode nos qualificar como crentes pelo nosso mau comportamento, Deus é desonrado pela nossa atitude. Precisamos entender que o povo em geral não tem conceito errado de crente, eles sabem como o crente deve viver. Nós é que muitas vezes nos enganamos! A Bíblia diz: “Se a vossa luz é trevas, quão densas são tais trevas” Pensemos! Como tem sido nossa maneira de vestir? Nossa roupa tem glorificado a Deus? Ou é tão sensual que provoca maus pensamentos e desejos pecaminosos em quem vos vê? Muitos crentes acham que a aparência nada tem a ver com a fé, mas devemos lembrar do ensino da palavra, pois Jesus diz que tudo o que fazemos e dizemos vem do coração, é do coração procedem as saídas da vida. Nossa aparência revela aquilo que está em nosso coração. Precisamos renunciar nossa vontade em favor da vontade de Deus, glorifiquemos a Deus através de nossa conduta irrepreensível. “Pois fostes comprados por bom preço, glorificai a Deus no vosso corpo”.

II- PELO NOSSO SENTIMENTO DE GRATIDÃO

Paulo disse: “Sede agradecidos e “em tudo daí graças”. A gratidão, o reconhecimento e o louvor devem caracterizar a alma do salvo. Mas a vida de muitos crentes, quase em sua totalidade se constitui em murmuração e desânimo nas horas difíceis; orgulho e leviandade quando chega a bonança. Se os nossos planos são contrários nos revoltamos contra Deus; se prosperamos, atribuímos à nossa capacidade o nosso sucesso,etc. Vivemos em um mundo ingrato ao criador. Deus fez tudo perfeito e o homem tem destruído grande parte do universo, as conseqüências estão vindo, através de catástrofes, agrotóxicos nos alimentos, doenças, falta de chuva em algumas regiões, inundações em outras, mas o homem não assume suas faltas, só murmura contra Deus. Quantos crentes, em períodos que estão morrendo, doentes, fazem votos de serem mais consagrados ao Senhor, mas depois se esquecem – são ingratos. Outros, quando estão desempregados, fazem votos de fidelidade no dízimo, mas quando o emprego vem, se esquecem – isso é ingratidão. Certa vez Jesus curou dez leprosos que estavam sofrendo fora da cidade, não podiam sequer, conviver com seus familiares. Depois de algum tempo um deles voltou para agradecer Jesus, que perguntou: Onde estão os outros nove? Não foram dez os curados? Apenas um deles teve o sentimento de gratidão. Quando temos sentimento de gratidão glorificamos a Deus.

III- PELA NOSSA FIDELIDADE A CRISTO

Vivemos em um mundo incrédulo e corrupto. E um dos modos pelos quais o cristão glorifica a Deus é através de sua firmeza espiritual em todas as circunstâncias da vida. Precisamos estar firmes em nossa vida cristã. “Sede firmes e constantes” nos ensina a Bíblia. Nossa fidelidade glorifica a Deus. Certa vez Jesus verificou que muitos dos seus seguidores O abandonaram, pelo que interrogou aos discípulos: “Quereis também vós retirar-vos?” Então Pedro respondeu: “Para quem iremos nós? Só tu tens palavras de vida eterna” João 6:68. Quando Elias pediu fogo do céu, disse: “Para que este povo saiba que tu és Deus” A finalidade era glorificar a Deus. Mais tarde, diante da fidelidade do profeta o povo clamou: “Só o Senhor é Deus”. Nossa fidelidade glorifica a Deus! Quando estamos em um determinado lugar, longe do Pastor e da Igreja e alguém nos oferece cerveja, cigarro, faz convite para motel, boate, precisamos demonstrar nossa fidelidade a Cristo. Temos o exemplo da fidelidade extraordinária dos 3 companheiros de Daniel que foram submetidos a uma grande prova. Para não serem queimados na fornalha deveriam dobrar seus joelhos e adorar a grande estatua de Nobucodonozor. Eles permaneceram fiéis a Deus e o Senhor os livrou da morte. O testemunho dos jovens através de sua fidelidade glorificou a Deus através do decreto do rei “Todo povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus destes jovens, sejam despedaçados e suas casas feitas em monturo; porque não há outro Deus que possa livrar como este” Daniel 3:28,29. Infelizmente, hoje o quadro está invertido: Constantemente ouvimos pessoas blasfemando do Deus dos crentes pela infidelidade de alguns. Aprendamos a glorificar a Deus através de nossa fidelidade a Ele.

IV- ATRAVÉS DE NOSSO RECONHECIMENTO DO SENHORIO DE CRISTO

O Novo Testamento é claro no ensino de que não nos pertencemos: “Não sois de vós mesmos”. Pertencemos, portanto, àquele que nos comprou – Cristo. Ele é, por vários motivos, o Senhor supremo de nossas vidas. Foi Ele que nos criou! Nossas vidas estão em suas mãos e sob o Seu controle. Ele nos livrou da condenação da morte. Ele nos comprou por meio de Seu sangue. E o crente glorifica a Deus quando se submete inteiramente a Cristo, e vive em plena submissão à Sua vontade. Jesus disse: “Vós me chamais Senhor e Mestre, e dizeis bem, porque EU o Sou”. Ele é o Senhor de todos, é o único poderoso dono, Rei dos reis e Senhor dos senhores. E quando O reconhecemos como Senhor, o glorificamos. “E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai” Chamar Jesus de Senhor é uma coisa e viver sob seu Senhorio é outra. Jesus tem sido o dono de sua vida? De sua família? De seus bens? Ele tem dirigido seus passos? Ele é prioridade para você? Enquanto Jesus não for o Senhor de sua vida, sua religiosidade é oca, vazia, não terá nenhum sentido.

V- PELO NOSSO SERVIÇO NA CAUSA DE CRISTO

“Eu te glorifiquei na terra, realizando a obra que me entregaste para fazer”. O elevado propósito do ministério de Jesus era glorificar a Deus. Os evangelistas apresentam muitos exemplos desta verdade: Ao presenciar a cura do paralítico de Cafarnaum, a multidão ficou maravilhada e glorificou a Deus. Por restaurar vários enfermos o povo glorificava a Deus; quando ressuscitou o filho da viúva de Naim, que ia sendo conduzido à sepultura “de todos se apoderou o temor e glorificavam a Deus dizendo: grande profeta se levantou entre nós”. Mais tarde, Paulo, que deixou a tradição de seus pais e abandonou as formalidades do judaísmo para seguir a Cristo…seus companheiros afirmaram: “Aquele que dantes nos perseguia anuncia agora a fé que outrora procurava destruir” e acrescenta: “e glorificavam a Deus a respeito dele”. Glorificavam a Deus pelo trabalho que Paulo realizava.

Conclusão

Como crentes em Cristo, povo de Deus, atraídos e transformados pela graça divina, qual o nosso propósito supremo? Qual o alvo de nossa vida? Qual o nosso maior anseio? Em que consiste o nosso ideal? Dinheiro? Posição? Divertimentos? Comodismo? Que possamos realmente glorifica-lo! Glorifiquemo-lo através de uma conduta irrepreensível; pelo nosso sentimento de gratidão; mediante nossa fidelidade a Cristo; pelo reconhecimento do senhorio de Cristo em nossa vida e através de nosso trabalho na causa. Que tudo em nossa vida seja feito para a glória de Deus!

Pr.Cirino Refosco
cirinorefosco@pibja.org

No comments yet... Be the first to leave a reply!


Warning: implode() [function.implode]: Invalid arguments passed in /home/storage/5/af/49/pibja1/public_html/extra/sermoesonline/wp-content/themes/headlines/single.php on line 74
mais sermões