O principio da oração

O primeiro princípio a considerar é a Oração. As igrejas descritas no livro de Atos oravam em todas as circunstâncias. Aqueles cristãos oravam na alegria e na dor; oravam enquanto livres e oravam nos períodos de perseguições e prisão; a oração tornou-se essencial em todas as atividades que realizavam desde o início de sua existência, e por isso a encontramos orando enquanto aguardavam a vinda do Espírito Santo, e isso se repetiu em toda sua história. Jesus Cristo havia dito que ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de PODER, para depois testemunharem do Evangelho em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins da terra. Eles precisavam da UNÇÃO do Espírito Santo para ter a ousadia necessária para pregar o Evangelho.
Jesus Cristo ordenou, antes de subir ao céu, que o Evangelho fosse pregado. Entre a sua ascensão e a descida do Espírito Santo foi um intervalo de dez dias e cremos que esses irmãos permaneceram orando por todo esse período, pois não se ausentaram da cidade até o cumprimento da promessa. Foi durante esses dias de oração que escolheram Matias para compor o colégio apostólico.
E, unidos, todos se dedicavam à oração, juntamente com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele. E orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, mostra qual desses dois tens escolhido para assumir lugar nesse ministério e apostolado….

O Espírito Santo desceu sobre eles, revestindo-os de poder, mas continuaram orando durante toda caminhada: “E eles perseveravam no ensino dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” . E assim ficamos impressionados ao descobrir como esses irmãos priorizavam a oração e no livro de Atos, por vinte e nove vezes os encontramos orando, conforme as referências bíblicas a seguir: (Atos 1.14, 24; 2.42; 3.1; 4.24-31; 6.4 e 6; 7.59 e 60; 8.15-17 e 24; 9.11 e 40; 10.2, 9 e 30,31; 11.5; 12.5 e 12; 13.3; 14.23; 16.13, 16 e 25; 20.36; 21.5; 22.17; 27. 29 e 35).
É necessário entender que não é possível fazer o trabalho de Deus sem que Ele esteja à frente, como acontecia na Igreja Primitiva. O pastor da igreja local ou o plantador de igrejas deve criar e manter uma rede de intercessores para que orem em favor de seu ministério e pelas pessoas que residem na região onde trabalha ou onde iniciará a plantação de novas igrejas. Além da oração pessoal, o líder deve envolver sua família e toda igreja local, e irmãos de outras igrejas na intercessão em favor da comunidade alvo. Deve preparar equipes para caminhadas de oração que se engajarão em combates espirituais nas comunidades onde as igrejas estão inseridas e em favor das pessoas que serão alcançadas com a plantação de novas igrejas.
Se torna difícil levar pessoas à salvação sem um programa arrojado de oração, pois as pessoas estão presas ao pecado, escravizadas por Satanás e precisam de uma libertação real, e só Deus poderá fazer isso. Há obreiros que estão trabalhando muito, mas colhem poucos frutos porque a semeadura não está sendo regada com oração. A estratégia se torna eficaz quando priorizamos a oração e é necessário que se entenda que sem oração nenhuma estratégia ou metodologia funcionam.
1. O LÍDER INTERCEDE EM FAVOR DE SEU POVO

Oração é um dos princípios para o crescimento de Igrejas, e é vital para o trabalho missionário. Não há como crescer espiritualmente, fazer discípulos e plantar novas igrejas sem um programa de oração. Nessa área é necessário elaborar múltiplas estratégias com objetivo de orar e envolver cristãos de todas as faixas etárias e de todos os lugares nessa tarefa. A oração, portanto, precisa sair da teoria para prática; do discurso para execução.
Na Bíblia a intercessão é um dos trabalhos principais para líderes que desejam alcançar o coração de Deus. Na história dos Hebreus encontramos inúmeros exemplos de homens que apaixonados pelo seu próprio povo, investiram na intercessão e os resultados foram esplêndidos. Conseguiram ver milagres extraordinários acontecendo em cada período da história.
Citar alguns desses intercessores e gastar um pouco de tempo analisando suas vidas e experiências nos ajuda entender o valor desse princípio. São homens que fizeram toda diferença entre as pessoas onde habitavam.

1.1. Moisés intercedia pelos Hebreus
Após três meses da saída do Egito, os israelitas chegaram ao deserto de Sinai, e acamparam-se em frente ao monte que leva o mesmo nome. Moisés subiu a Deus e recebeu algumas recomendações e o povo assumiu compromisso de obedecer a tudo quanto o Senhor havia ordenado. Depois houve nova convocação de todo o povo à santificação; seriam dois dias para se purificar e no terceiro dia todos estariam prontos para ouvir novamente a voz do Senhor.
Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, relâmpagos e nuvens espessas sobre o monte; ouviu-se um zunido de buzinas muito forte e todo povo que estava no arraial estremeceu. Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro com Deus; e puseram-se ao pé do Sinai que fumegava, porque o Senhor havia descido como fogo e o monte tremia fortemente. O Senhor desceu sobre o cume do monte e chamou Moisés para subir. E foi nesse período que Moises recebeu as tabuas dos dez mandamentos. A presença e ação de Deus foi um tempo sublime na vida de Moisés e todo povo de Israel.
Moisés demorou 40 dias no monte Sinai e o povo ficou desesperado, e cercaram-se de Arão e pediram para que fizesse um deus; e ofereceram holocausto e ofertas pacíficas ao bezerro de ouro que Arão havia feito. Então o Senhor ordenou a Moisés que descesse do monte Sinai pois o povo havia se corrompido e depressa se desviado do caminho. Ao chegar no arraial que estava ao pé do monte, e vendo o bezerro e as danças, Moisés se irou e arremessou as tabuas contendo os dez mandamentos e as quebrou. Morreram naquele dia, cerca de três mil idólatras, todos que estavam adorando o bezerro de ouro.
No dia seguinte Moisés mostrou ao povo o grande pecado que haviam cometido contra o Senhor e voltou à presença de Deus para interceder em favor dos Israelitas. Colocou-se diante de Deus como intercessor, reconhecendo o grave pecado que haviam cometido, pedindo-Lhe perdão. Uma das coisas admiráveis nos intercessores, é que se consideravam parte do povo e pediam perdão como se tivessem pecado junto com os demais. E a expressão que mais ouvimos é “Senhor, temos pecado contra Ti, eu e a casa de meu pai pecamos contra Ti, perdoa nosso pecado”.
No dia seguinte, Moisés disse ao povo: Cometestes um grande pecado. Agora, porém, subirei ao SENHOR; talvez eu possa fazer expiação pelo vosso pecado. Assim, Moisés voltou ao SENHOR e disse: Esse povo cometeu um grande pecado, fazendo para si um deus de ouro. Mas, agora, perdoa-lhe o pecado; ou, caso contrário, risca-me do teu livro que escreveste. Então o SENHOR disse a Moisés: Riscarei do meu livro aquele que tiver pecado contra mim. Agora vai e conduze esse povo para o lugar sobre o qual te falei. O meu anjo irá na tua frente; mas no dia da minha visitação, eu os castigarei por seu pecado.

1.2. Neemias intercedia por Judá

No primeiro episódio vimos Moisés, que viveu aproximadamente 1.400 anos antes de Cristo, colocando sua vida diante de Deus. “Mas, agora, perdoa-lhe o pecado; ou, caso contrário, risca-me do teu livro que escreveste”. O episódio de Neemias aconteceu por volta do ano 450 a. C., aproximadamente mil anos depois; no entanto, a intercessão continuava sendo uma das mais importantes atividades de um líder. Judá estava vivendo seu vigésimo ano de cativeiro sob o poder da Babilônia. Apesar do grande período de exortação através dos profetas, a dureza de seus corações fez com que Deus os entregasse nas mãos dos inimigos.
Nabucodonozor havia atacado Jerusalém, as portas da cidade queimadas e os muros derribados; os jovens haviam sido levados como escravos para trabalhar na Babilônia, e entre eles se encontrava Neemias, que se tornou copeiro do rei. Os judeus idosos e doentes haviam ficado em Jerusalém como também as mulheres e crianças; o povo estava completamente abandonado e sem comida e proteção, muitos estavam morrendo. Ao mesmo tempo os que haviam sido levados estavam ansiosos e muito tristes e preocupados com seus familiares em Jerusalém. Neemias era um líder entre seu povo, e orava insistentemente por eles. Seu desejo era receber notícias das pessoas que estava em Jerusalém.

Palavras de Neemias, filho de Hacalias: No mês de quisleu, no vigésimo ano, quando eu estava na cidade de Susã, Hanani, um de meus irmãos, veio de Judá com mais alguns homens. Perguntei-lhes pelos judeus que voltaram, os que sobreviveram ao cativeiro, e a respeito de Jerusalém. Eles me responderam: Os que sobreviveram ao cativeiro estão passando grande aflição e vergonha lá na província. Os muros de Jerusalém foram derrubados, e as portas da cidade, queimadas. Depois de ouvir essas palavras, sentei-me e chorei. Lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu. Eu disse: Ó SENHOR, Deus do céu, Deus grande e temível, que cumpres a tua aliança e usas de misericórdia para com aqueles que te amam e obedecem aos teus mandamentos. Os teus olhos estejam abertos e os teus ouvidos atentos para ouvires a oração do teu servo, que faço diante de ti, dia e noite, pelos israelitas, teus servos. Confesso os pecados que nós, os israelitas, temos cometido contra ti; sim, eu e a minha família pecamos. Temos agido de forma perversa contra ti, e não temos obedecido aos teus mandamentos, nem aos estatutos e às leis que ordenaste a teu servo Moisés. Lembra-te agora do que disseste a teu servo Moisés: Se fordes infiéis, eu vos espalharei entre os outros povos. Mas, se voltardes para mim, e obedecerdes aos meus mandamentos e os praticardes, ainda que os vossos exilados estejam dispersos pelos lugares mais distantes debaixo do céu, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que escolhi para estabelecer o meu nome. Eles são os teus servos e o teu povo, que resgataste com o teu grande poder e com o teu braço forte. Ó Senhor, que os teus ouvidos estejam atentos à oração deste teu servo, e à oração dos teus servos cujo prazer está em temer o teu nome. Faze com que teu servo seja bem-sucedido hoje, concedendo-lhe a benevolência deste homem. Nessa época, eu era copeiro do rei.

O texto mostra que Neemias estava angustiado com a situação de seu povo e logo que recebeu notícias através de Hanani, sentou-se e durante alguns dias chorou, jejuou e intercedeu junto a Deus em favor do povo. Ele desejava abençoar a vida de seus compatriotas e pediu a Deus o perdão pelos pecados do povo e se colocou nas mãos de Deus para ser usado nesse processo de restauração.
Vemos dessa forma, que os líderes que mais abençoaram seu próprio povo foram aqueles que sentiram suas necessidades, amaram, choraram e intercederam junto a Deus. De fato, o amor é o ponto de partida para interceder em favor de alguém. Quem ama, ora; e quem ora faz alguma coisa em favor das pessoas por quem intercede. Quem não ama, não ora; e dificilmente será usado por Deus para abençoar a vida de alguém.
1.3. Jeremias intercedia pelos Judeus
Jeremias é conhecido como profeta chorão e algumas vezes o encontramos nesse estado, mas nunca chorou por si mesmo, apesar da rejeição, espancamentos, maus tratos na prisão e no calabouço, não chorava por causa de seus sofrimentos, mas pelos pecados, rebeldia e sofrimento de seu povo. Gastou sua vida exortando Judá, reconheceu que sua vocação para esse fim aconteceu ainda no ventre de sua mãe e era obediente ao Senhor em tudo que lhe ordenava, sem medir as consequências de sua fidelidade. Trabalhou muito para que o povo reconhecesse seus pecados e fosse poupado do cativeiro pré-anunciado, contudo a dureza de coração e rebeldia contra o Senhor fez com que os judeus fossem subjugados pelo império Babilônico e posteriormente pelo império Medo-Persa.
Por que ainda estamos sentados? Reuni-vos. Vamos para as cidades fortificadas para morrer ali; pois o SENHOR, nosso Deus, nos condenou à morte e nos deu água envenenada para beber; porque pecamos contra o SENHOR. Esperávamos a paz, mas não veio bem algum; e o tempo de cura, mas veio apenas o terror. Ouve-se desde Dã o resfolegar dos seus cavalos; a terra toda estremece ao som dos rinchos dos seus ginetes; porque vêm e devoram a terra e tudo o que nela existe, a cidade e os seus habitantes. Estou enviando entre vós serpentes, víboras que ninguém consegue encantar; e elas vos morderão, diz o SENHOR. Não há consolo para a minha dor! Meu coração desfalece dentro de mim! Este é o clamor da filha do meu povo, que se estende por toda a terra: O SENHOR não está em Sião? O seu rei não está ali? Por que me provocaram à ira com suas imagens, com ídolos estrangeiros? O tempo da colheita passou, findou o verão, e nós não estamos salvos. Estou aflito por causa da aflição da filha do meu povo; ando de luto; o espanto apoderou-se de mim. Por acaso não há bálsamo em Gileade? Nem médico? Por que não houve cura para a filha do meu povo? Ah, se a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, numa fonte de lágrimas, para que eu chorasse de dia e de noite os mortos da filha do meu povo!

1.4. Daniel intercedia por seu povo
Daniel é outro exemplo de alguém que ama, se interessa e intercede pelo seu povo; estava na Babilônia com certa regalia, vivendo no palácio do rei, mas sempre preocupado com o estado das pessoas de seu próprio povo. Esse fato se deu no mesmo período de Neemias e Jeremias, um pouco mais à frente, quando a Média e a Pérsia haviam se unido formando um grande império que dominou partes do mundo, inclusive a Babilônia. Agora o povo de Judá estava sob o domínio Medo- Persa e Dario era o rei.
Daniel e seus amigos Hananias, Misael e Azarias eram jovens tementes a Deus, e testemunhavam de sua fé entre os inimigos. Propuseram em seus corações não se contaminar com as iguarias da mesa do rei e por dez dias comeram legumes e beberam água e se tornaram mais esbeltos do que os demais jovens que faziam parte do concurso. Não dobraram seus joelhos diante da grande estatua feita por Nabucodonozor, e como consequência os três amigos foram lançados em uma fornalha ardente aquecida sete vezes mais do que o normal, mas foram protegidos e salvos pelo Anjo do Senhor. Enquanto Daniel, por motivo de sua constante intercessão, pois orava três vezes ao dia, foi lançado na cova dos leões e também foi salvo pelo Senhor. Daniel era apaixonado pelo seu povo e intercedia junto ao Pai, seu desejo era ver o povo arrependido, perdoado e liberto.

No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, que foi constituído rei sobre o reino dos babilônios, no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros, segundo o que o SENHOR havia falado ao profeta Jeremias, que as desolações de Jerusalém durariam setenta anos. Então voltei o rosto ao Senhor Deus, para buscá-lo com oração e súplicas, com jejum, com pano de saco e cinzas. Orei ao SENHOR, meu Deus, e, confessando, disse: Ó SENHOR, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; pecamos e praticamos o mal, agindo com impiedade e rebeldia, apartando-nos dos teus preceitos e das tuas normas. Não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que falaram em teu nome aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra. A ti, ó Senhor, pertence a justiça; mas a nós, a vergonha, como hoje se vê; aos homens de Judá, aos moradores de Jerusalém e a todo o Israel; aos de perto e aos de longe, em todas as terras para onde os tens lançado por causa das suas transgressões contra ti. Ó SENHOR, a vergonha pertence a nós, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque temos pecado contra ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia e o perdão, já que nos rebelamos contra ele, e não obedecemos à voz do SENHOR, nosso Deus, para andarmos nas leis que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. Todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se para não obedecer à tua voz. Por isso se derramou sobre nós a maldição, o juramento que está escrito na lei de Moisés, servo de Deus; porque pecamos contra ele.

1.5. Paulo intercedia pelos Israelitas
Por que Paulo foi bem-sucedido em seu trabalho missionário? Por que se tornou um dos maiores plantadores de igrejas no primeiro século? Sem dúvida, deve-se ao seu imenso amor e a paixão que tinha pelos perdidos a partir de seu próprio povo. Sua visão missionária ultrapassou as fronteiras da Palestina chegando a Ásia Menos, Ásia e Europa. Passou grande parte de sua vida perseguindo as igrejas e prendendo cristãos, pois não acreditava que Jesus Cristo havia ressuscitado dentre os mortos. Mas logo que teve a grande experiência, ao encontrar-se com Ele na estrada de Damasco, tornou-se pregador do Evangelho e mui especialmente sobre a ressurreição.
Seu amor a Jesus Cristo e ao próprio povo e a consciência do estado espiritual que se encontravam o fazia sofrer, chorar e orar incessantemente pelos judeus, para que também cressem em Jesus como Salvador e O recebessem como Senhor de suas vidas.

Digo a verdade em Cristo, não minto. Minha consciência dá testemunho comigo, no Espírito Santo, de que tenho grande tristeza e incessante dor no coração. Porque eu mesmo desejaria ser amaldiçoado e excluído de Cristo, por amor de meus irmãos, meus parentes segundo a carne. Irmãos, o desejo do meu coração e a minha súplica a Deus em favor de Israel é que ele seja salvo.

Analisando esses textos podemos extrair algumas lições que são vitais para líderes que desejam ser bem-sucedidos em seus ministérios. Cada líder aqui apresentado era comprometido com a vocação que recebera de Deus; era apaixonado pelas pessoas com quem trabalhavam e tinha uma postura de intercessor junto ao Pai em favor deles. Esses líderes amavam, choravam e jejuavam diante de Deus, e oravam incessantemente. Além de mensageiros de Boas Novas tinham a importante tarefa de interceder.
Oração deve ser a pratica de todos os líderes que desejam ver seu povo sendo abençoado por Deus. Nada se consegue se a oração não estiver na lista das prioridades, se não houver investimento de tempo em oração pelas pessoas que desejamos alcançar. Normalmente oramos apenas pelas pessoas da igreja ou pessoas de nosso relacionamento, mas precisamos ampliar a visão, alcançando através da oração, todas as pessoas do bairro, cidade ou país que Deus colocou em nossas mãos, além de orar pela salvação de todos os habitantes da terra.
Precisamos gastar tempo na intercessão, tanto quanto em estudos bíblicos ou sermões, pois pregar ou ensinar sem que os corações sejam visitados pelo Espírito Santo de Deus não produzirá qualquer fruto espiritual.

2. O LÍDER CONHECE AS NECESSIDADES DE SEU POVO
Fazer caminhadas de oração não é atividade ou ensino pentecostal ou néo pentecostal como algumas pessoas pensam. É antes uma atividade praticada por homens de Deus ainda no Velho Testamento como vemos no livro de Neemias. Andar, ver a situação e orar por soluções era algo importante para os servos de Deus no passado.

Assim, cheguei a Jerusalém e, depois de três dias, levantei-me de noite e saí com alguns de meus homens. Eu não disse a ninguém o que Deus havia colocado em meu coração para que eu fizesse por Jerusalém… desse modo, saí de noite pela porta do vale… e fui mais adiante, até a porta da fonte… Eu lhe disse: vede a triste situação que estamos, como Jerusalém está devastada, e as suas portas destruídas pelo fogo. Vinde, vamos reconstruir os muros de Jerusalém, para que não passemos mais vergonha.

As caminhadas de oração são atividades práticas; apenas orar enquanto se anda pelas ruas dos distritos, povoados, bairros ou cidades, e à medida que caminhamos Deus nos mostrará as necessidades daquelas pessoas. Devemos orar para que as pessoas daquela comunidade sejam alcançadas com a mensagem do Evangelho e pedir a Deus que derrame suas bênçãos sobre as pessoas que encontramos enquanto caminhamos nas ruas onde o povo habita. Obviamente, nosso desejo é que essas pessoas venham crer em Jesus Cristo como Salvador e O recebam como Senhor de suas vidas e oramos para que isso aconteça.
Andando no meio do povo temos condições de conhecer suas reais necessidades pois sem esse conhecimento nada poderemos fazer. Enquanto fazemos a caminhada de oração temos oportunidade de conhecer as pessoas e de orar pedindo a Deus que nos revele o modo pelo qual Ele deseja abençoar aquelas vidas, e assim poderemos seguir o caminho indicado por Deus e livrá-las de sua miséria espiritual e ainda contribuir para a transformação de todos que residem naquela área. É possível que muitos ali vivam como prisioneiros de Satanás e Deus os libertará, pois sabemos com certeza que é desejo de Deus livrar essas pessoas dos laços que as prendem e levá-las a uma experiência de salvação.
Durante a caminhada de oração devemos orar para que Deus mostre as pessoas que estão prontas para ouvir a Boa Nova de salvação, e ao mesmo tempo devemos orar para que as portas sejam abertas para chegar até elas. Orar para que o Espírito Santo seja derramado nos seus corações e as convença acerca de seus pecados e crie nelas fome e sede de Deus, isto é, desejo profundo de conhecer a Deus e sua Palavra.
Orar para que a igreja tenha clareza sobre as barreiras que separam o povo daquela comunidade da esperança e da restauração que o Evangelho oferece. Essa necessidade ficou visível quando visitamos a cidade de Uberlândia/MG e encontramos seis centros espíritas no bairro onde a igreja está sendo plantada. A igreja deve orar para que o Espírito Santo abrande e prepare os corações das pessoas para receberem o Evangelho. Durante a caminhada precisamos orar a Deus por um despertamento espiritual para as pessoas da igreja para orar em favor das pessoas para que sintam necessidade de Deus; orar para que famílias inteiras se acheguem a Jesus Cristo e que estes lares sejam redimidos pelo SEU sangue; orar para que os lares se tornem locais em que o único Deus seja adorado; orar para que tenhamos condições de criar grupos de oração nos lares, e igrejas sejam estabelecidas nas casas das pessoas convertidas da comunidade.
O objetivo principal dessas caminhadas de oração é o início da multiplicação de discípulos e igrejas na comunidade. Então precisamos orar pela multiplicação de discípulos e plantação de igrejas em cada comunidade; orar para que surjam oportunidades e portas se abram e que os obreiros aproveitem para criar relacionamento com as pessoas daquele bairro ou cidade; orar para que Deus abra caminhos para o Evangelho entrar na comunidade; orar para que Deus revele os métodos mais efetivos e apropriados que devem ser usados na proclamação das Boas Novas ao povo.
Enquanto andamos e oramos devemos interceder em favor das igrejas evangélicas existentes nos bairros ou cidade, para que seus membros sejam fortes no testemunho pessoal e vivam de acordo com o Evangelho de Jesus Cristo; orar pedindo a Deus unidade entre as igrejas evangélicas e principalmente entre seus líderes para que as pessoas creiam em Jesus Cristo; orar para que os cristãos sejam revestidos de poder para falar do amor de Deus.
Toda comunidade tem suas fortalezas espirituais e esses lugares ou sistemas prendem as pessoas ao pecado. As fortalezas espirituais impedem que as pessoas respondam positivamente ao Evangelho. Precisamos orar pela queda de todas essas fortalezas, orar a fim de que barreiras sejam removidas e o povo possa reagir ao Evangelho com mentes e corações abertos; orar também para que Deus revele as fortalezas espirituais existentes na comunidade.
A Bíblia ordena que os cristãos orem de forma especial por aqueles que estão governando; orem para que estes lugares representativos do governo dirijam o povo com justiça e retidão; devemos orar pedindo a Deus que traga salvação a juízes, advogados, policiais, presidentes, senadores, governadores, deputados, prefeitos, vereadores e outras autoridades governamentais. A Bíblia diz que devemos orar por todos que estão em eminência, ou que estão em funções de autoridade sobre nós.
Devemos orar pelas escolas, porque é na escola que as crianças, adolescentes e os jovens aprendem ideologias contrárias à Deus – ateísmo, comunismo e falsas religiões. Um conhecimento alienado do Deus Criador de todas as coisas é o que mantém ativos o ateísmo, o sincretismo religioso, o islamismo, o espiritismo, prendendo as pessoas na ignorância espiritual. Precisamos orar pelas escolas de ensino fundamental e médio, pelas universidades e escolas profissionalizantes; pedindo a Deus que salve as pessoas que ensinam nesses lugares. Orar para que essas instituições educacionais se tornem lugares em que a verdade de Deus possa se manifestar e oportunidades se abram para que o Evangelho seja anunciado nessas instituições de ensino.
Devemos orar para que as pessoas tenham os seus olhos abertos para ver que só Jesus Cristo salva e que não há outra forma de chegar-se a Deus senão por meio d’Ele. Orar para que toda a idolatria seja desmascarada, que as pessoas entendam que o ídolo é uma forma de desviar as pessoas de Deus. Orar para que Deus tenha misericórdia das pessoas e perdoe sua ignorância espiritual. Orar para que Deus toque na consciência dos lideres religiosos que estão enganando o povo, para que se arrependam desse terrível pecado.
Algumas instruções necessárias para fazer caminhadas de oração:

2.1. O que fazer antes de orar

A primeira tarefa é adquirir um mapa do bairro ou cidade para conhecer melhor a geografia do local, isso ajudará na avaliação dos resultados das caminhadas de oração. Com o mapa e o Censo do IBGE conheceremos as ruas e também o número de residências e número de habitantes naquela área; a localização de escolas, sede de governos, igrejas evangélicas e lugares que prendem as pessoas ao pecado, no caso, fortalezas espirituais. Tomar conhecimento do local ajuda na elaboração do planejamento para alcançá-lo através das caminhadas de oração.
2.2. O que fazer durante a oração

Para melhor aproveitamento desse trabalho é necessário dividir o grupo em duplas e quando sobra uma pessoa pode formar um trio; tendo cuidado para não colocar dois adolescentes ou juniores juntos quando sentir que pode haver brincadeiras; a experiência diz que será mais proveitoso que pessoas dessas faixas etárias andem acompanhados com jovens ou adultos. Precisamos ter consciência de que caminhada de oração é trabalho, é batalha espiritual e por isso será bom evitar qualquer tipo de distração.
Na igreja há pessoas que não têm condições físicas para caminhar longas distâncias, então podem fazer o trabalho de intercessão permanecendo no templo ou em casa orando enquanto os demais estão nas ruas fazendo a caminhada de oração. Este grupo deve interceder em favor daqueles que estão nas ruas, para que sejam usados por Deus e ao mesmo tempo protegidos de ciladas do inimigo e até mesmo de assaltos ou acidentes.
Devemos orar para que Deus revele onde estão as fortalezas espirituais. Ao chegar a esses lugares que prendem as pessoas ao pecado, devemos orar por sua destruição e aniquilação. Esteja alerta! O inimigo sabe o que estamos fazendo e tentará frustrar todos os esforços. Os membros da equipe devem velar uns pelos outros durante as caminhadas. Lembre-se, esta é uma batalha espiritual.
É bom ter cuidado para não chamar a atenção para você ou para o restante da equipe, por isso não ore em voz alta, não grite, apenas ore na tonalidade de voz que seu parceiro de oração ouça ou no mesmo volume de voz de uma conversa a dois.
Fale com as pessoas quando surgirem oportunidades. Deus pode colocar em sua vida pessoas estratégicas durante caminhadas de oração. Esteja preparado também para compartilhar o Evangelho com as pessoas que estiverem abertas para ouvir. Fale da razão da esperança que há em Jesus Cristo quando surgirem oportunidades. Deus também pode transformar a caminhada de oração em uma oportunidade para que o Evangelho comece a ser semeado nos corações das pessoas.
2.3. O que fazer depois de orar
Após a caminhada reúna a equipe para avaliar o trabalho e para ouvir a experiência dos participantes. Fatos marcantes devem ser anotados, pois servirão de inspiração para o futuro quando as pessoas daquela comunidade começarem a se converter a Jesus Cristo, experimentando o poder transformador de Deus em suas vidas. Os nomes de pessoas que foram contatadas durante a caminhada também devem ser registrados. É interessante anotar as fortalezas espirituais existentes na área da caminhada para ver quando cessarão de influenciar as pessoas.
O propósito de sua caminhada de oração é lançar por terra as fortalezas espirituais e libertar as pessoas, de forma que a igreja de Jesus Cristo possa ser estabelecida naquele lugar. Devemos estar preparados para dar assistência às pessoas que se converterão a Jesus Cristo na área onde as caminhadas de oração estão sendo realizadas.

3. A ORAÇÃO É UMA LUTA ESPIRITUAL

Como cristãos vivemos uma intensa guerra! Guerra contra os principados e potestades das trevas, mas também guerra contra nós mesmos, nossa natureza carnal, nossos desejos e vontades, nossos pensamentos, parâmetros e nossas dúvidas. A vida cristã é uma grande batalha espiritual e a recomendação bíblica a respeito da armadura que precisamos usar começa com a apresentação da força necessária para a guerra: “Sede fortalecidos no Senhor e na força de Seu poder”. Devemos ser fortalecidos no poder de Deus. O apóstolo Paulo havia testemunhado sobre o segredo de suas vitórias espirituais: “Tudo posso em JESUS CRISTO que me fortalece”; e passou a recomendação ao seu filho na fé, Timóteo, dizendo: “Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus”.
Nossa família sempre viveu na roça e uma parte desse tempo a energia elétrica era produzida na serraria de meu avô paterno. Lembro-me que a mesma água que movia a serraria através de uma turbina, movia também um gerador, e assim a energia elétrica chegava às casas. Precisamos entender que a energia elétrica que acende a lâmpada para nos alumiar só o faz porque os fios estão em comunicação com o gerador, que é movido pela turbina, que é movida pela água da represa. É o gerador que fornece a energia. Assim, fortalecidos em Deus, temos a força necessária para prosseguir em nossa jornada.
Podemos destacar a recomendação de Paulo sobre esse assunto: “Oro para que vocês comecem a compreender como é incrivelmente grande o seu poder para ajudar aqueles que creem nele. Foi esse mesmo grandioso poder, que levantou a Cristo dentre os mortos e o fez sentar-se no lugar de honra no céu, à mão direita de Deus…”.
Os supersticiosos usam amuletos, saquinhos com sal grosso, panfletos com orações, para guardar o corpo contra a bala, contra o mal olhado, contra a inveja. Sabemos, porém, que isso não guarda nada. Porque a nossa grande luta não é contra carne e sangue, isto é, não é uma luta contra pessoas, mas contra os principados e potestades, contra as hostes espirituais da iniquidade. Portanto, devemos tomar toda a armadura de Deus, como recomenda o apóstolo, para poder resistir ao dia mau. Então, há um dia mau, o dia das tentações, o dia dos ventos de doutrina que abalam a fé, o dia das dúvidas e do desânimo. O método que Satanás usa para combater o cristianismo é ensinar doutrinas que são aparentemente belas, sedutoras; ele entrelaça as verdades com o erro, e com isso enche o coração das pessoas de dúvidas. Vivemos em constante guerra espiritual e precisamos da armadura de Deus para vencer os ataques de Satanás. Vejamos as peças da armadura de Deus conforme Efésios 6.10 – 18.
3.1. O cinto da Verdade
Na armadura antiga dos soldados havia um cinto sobre o qual todas as demais peças da armadura se ajustavam, e servia também para apertar as demais peças. Este cinto simboliza para o cristão a verdade. Para lutar contra Satanás precisamos ser verdadeiros em nossas vidas, conduta e em nossas experiências de fé. Tudo o mais, em nossas vidas, precisa ser ajustado em nossa integridade e verdade. Nada terá qualquer sentido se não encarnarmos a verdade!
3.2. A couraça da Justiça
Sabemos que a couraça é uma peça de aço que protege o peito e as costas do soldado. Isso equivale a ter retidão na prática do bem e no arrependimento da prática do mal, resolução inabalável contra o pecado e contra as tentações: “Filhinhos, ninguém vos desencaminhe; quem pratica a justiça é justo, como ele é justo”. Esta justiça é a de Cristo. Assim como todos os nossos pecados estavam sobre Ele, recebemos d’Ele a couraça que nos protege: “Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus”.
3.3. Os pés calçados com o Evangelho da paz
O apóstolo Paulo está fazendo uma alusão aos costumes dos soldados antigos, que usavam sandálias de couro com a sola cheia de pontas de prego, a fim de melhor se firmarem no chão. Assim, os cristãos precisam se firmar bem no Evangelho, porque eles têm que andar por lugares perigosos, montanhas íngremes, escorregadias e mesmo atravessar os pantanais deste mundo. Daí a necessidade de se preparar com bastante fé para confessar a Cristo nos momentos difíceis! O Evangelho fornece a paz e a segurança. O cristão, com o Evangelho no coração, está seguro aqui e na eternidade. “Como são belos sobre os montes os pés do que anuncia as Boas Novas, que proclama a paz, que anuncia coisas boas, que proclama a salvação, que diz a Sião: O teu Deus Reina!”. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não a dou como o mundo a dá; não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. “Estas coisas vos tenho dito, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende confiança, eu venci o mundo”.
3.4. O escudo da Fé
“Pois todo aquele que é nascido de Deus, vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé”. “Sede sóbrios, e vigiai, porque vosso adversário, o diabo, anda ao vosso redor, rugindo como um leão, buscando a quem possa devorar. Resisti-lhe firmes na fé…”. “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós”. A Bíblia é cheia de recomendações a respeito da fé, que é nosso escudo de defesa na vida cristã e na batalha contra Satanás.
O dardo era uma arma ofensiva e de arremesso, usada pelos guerreiros antigos. É uma peça grande de ferro, com uma ponta e que se atirava ao longe, como vemos nos filmes antigos. O dardo do maligno tem a ponta inflamada, isto é, tem um veneno na ponta, como tinham os dardos dos guerreiros antigos. O escudo era uma proteção para cobrir o corpo para não ser atingido pelos dardos lançados pelos inimigos. Assim satanás lança sobre nós os seus dardos inflamados, mas nos defenderemos com a fé, nosso escudo.
Um dos mais perigosos dardos é a dúvida, e a única maneira de nos defendermos dela é o escudo da fé. Satanás usou este dardo sobre João Batista, quando estava preso no cárcere, colocando dúvidas em seu coração sobre Jesus, se era mesmo o Messias. E João mandou seus discípulos para perguntar a Jesus se Ele era mesmo o Messias, e eles voltaram dizendo o que Jesus Cristo lhes havia dito: “Vão dizer a João, que os cegos veem, os coxos andam, os famintos são alimentados e aos pobres é anunciado o evangelho”. E João não teve mais qualquer dúvida sobre Jesus Cristo.
Satanás sempre usou seus dardos: contra Adão e Eva foi certeiro, e a dúvida entrou em seus corações e mentes. Mas ninguém, talvez, tenha sofrido mais ataques do que Paulo; mas ele reagiu contra tudo, contra judeus, gregos e até cristãos, dizendo: “Eu sei em quem tenho crido”. Os dardos do inimigo arrancam a boa semente do coração daqueles que não lhe dão o devido cuidado.
3.5. O capacete da Salvação
Trata-se de uma peça com aba oval, para a cabeça. Os soldados não se atreveriam a lutar sem o capacete. Assim o cristão, com a certeza da salvação. “Ele se vestiu de justiça, como uma couraça; colocou na cabeça o capacete da salvação…”. A fé evangélica é a única que traz como fruto a certeza da salvação. Perguntem a qualquer adepto de outra religião, se eles têm certeza da salvação. Responderão que não sabem e que ninguém pode saber, ou que é Deus quem sabe. Esta certeza, temos pela fé em Jesus Cristo, que disse: “Quem crê tem a vida eterna”.
3.6. A espada do Espírito

Essa arma é defensiva e ofensiva: serve para defesa e ataque. É a espada afiada de dois gumes, que saía da boca do filho do homem, na visão de João na ilha de Patmos. Espada de dois fios que penetra na alma, e discerne os pensamentos e intenções do coração. “Tudo o quanto Deus nos diz é cheio de força viva: é mais cortante do que a espada mais afiada, e corta rápido e profundo em nossos pensamentos e desejos mais íntimos em todos os seus detalhes, mostrando-nos como somos na realidade”.
Jesus Cristo usou-a nas tentações quando satanás lançou seus dardos inflamados sobre Ele, dizendo:
a). “Transforma estas pedras em pães, se tu és o filho de Deus” – “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.
b). “Tudo te darei se prostrado te adorares” – “Escrito está: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás”.
c). “Lança-te daqui para baixo, porque foi ordenado que os anjos hão de te defender” – “Escrito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus”.
Isaías, referindo-se a Jesus Cristo, disse: “Iahweh fez a minha boca como uma espada aguda”. Esta espada resiste a todas as espadas, a todos os impérios, a todas as perseguições; queimaram-na em praças públicas, mas quanto mais a queimavam, mais se multiplicava – trata-se da Bíblia.
3.7. Oração e súplica
É a última peça da armadura! A oração é o fio da comunicação com Deus, para que d’Ele venha o poder. Oramos, para que estejamos firmes. Mas oramos com todas as forças da nossa personalidade, pois a oração verdadeira, a que não fica sem resposta é, sem dúvida, a oração em que tomam parte todos os poderes de nossa inteligência, sentimento e vontade. Tomemos o conselho do apóstolo: “Revistamo-nos de toda armadura de Deus” – toda armadura, ou seja, todas as peças da armadura são necessárias para vencer na batalha espiritual, na guerra contra Satanás.

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